Sunday, 17th December 2017
17 dezembro 2017

O professor não deve ser nem vítima nem herói

A escola com infra-estrutura ruim, a formação inicial, que não prepara para a realidade da sala de aula, a educação continuada pífia, rotinas desgastantes, a falta de avaliação da educação, pais e alunos. A dificuldade de atrair jovens na carreira docente, o que compromete o futuro da educação, o próprio país, e, como isso não é um problema que afeta apenas o Brasil, uma vez que na Inglaterra, por exemplo, está passando por uma crise. Discutimos, é claro, o valor do salário como uma das maiores barreiras para seduzir os jovens que desejam dedicar-se professores. Hoje, eu quero falar para aqueles que estão na profissão, e têm de lidar no dia-a-dia, são bastante severas condições para seguir em carreira – estes termos e condições, que excedem os benefícios.

Em 2014, o Internacional de Investigação do Ensino e da aprendizagem (Teaching and Learning International Survey – Talis), da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostrou que apenas 40% dos brasileiros de professores de escola primária trabalham em regime de dedicação exclusiva –percentual bem abaixo da média de outros países, que era de 82%.

O Brasil é o último colocado, sendo na Coreia do Sul, 99,3% em primeiro lugar. Além disso, nossos professores e entre aqueles que mais gasta suas horas por semana em sala de aula: enquanto em outros países, isto é, em média, 19 horas, aqui chega a 25 horas. Nossa taxa de 24% maior do que em outros trinta países participantes Talis. O estudo registra dados de 100 mil professores.

O mesmo estudo também mostrou que os professores no Brasil, entre os quais mais se deparam com problemas de disciplina e violência no ambiente escolar. Dos 34 países participantes Talis, só no Brasil, México e Malásia foi registrada uma taxa de mais de 10% de administração, que experimentam casos de roubo e depredação semanalmente em suas unidades de ensino.

Além disso, o corpo docente brasileiro investe 20% do seu tempo em sala de aula, na tentativa de manter a ordem entre os alunos, a taxa de bastante acima do índice em outros países, que é de 13%. Neste contexto, o estresse e a fadiga, muitos estão doentes. Do absentismo de professores é uma questão seríssima em quase todas as redes de ensino do país. Um estudo realizado em três Estados (Espírito santo, Rio grande do Sul e Santa Catarina) e no Distrito Federal Conselho Nacional de Secretários de estado da Administração (Consad) mostrou, em 2014, a relação entre condições de trabalho e saúde do professor.

Entre as quatro unidades da federação analisadas, os serviços de Educação, o que demonstrou o maior de servidores afastados por motivo de doença em Santa Catarina e no Distrito Federal –este, 58% dos trabalhadores da área afastaram-se de suas funções, pelo menos, uma vez por ano.

Já a Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) lançou, em 2012, a pesquisa “trabalho Docente na Educação Básica no Brasil, realizada com quase 9000 professores. Entre os resultados, o estudo revelou que a inflamação das vias respiratórias (17,4%), doenças psicológicas, como a depressão e a síndrome do pânico (14,3%) e estresse (11,7%) entre os problemas que afetam os docentes das redes públicas.: do brasil.

Fora do Brasil, o problema não é diferente. Considere novamente o caso no reino Unido: no ano passado, um estudo realizado Nasuwt Teachers” Union observou-se que 67% dos professores disseram que o trabalho afeta negativamente a sua saúde mental ou física. O relatório também apontou que, para resolver este problema, tem de 1 bilhão de libras.

Some-todos os links precários de trabalho, que excedem o valor do salário. Pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea) , divulgado em 2014, revelou que 450 mil professores foram transferidos ou teve contrato temporário com a rede pública, educação, agiram em geral, que representa o número de docentes que trabalham nessas redes.

Os dados mostraram que, no caso do Ensino Médio, no âmbito do emprego temporário de trabalho, o corpo docente foi ainda mais grave, chegando a 30% dos profissionais, o percentual de que se elevava, respeitando a disciplina de exatas, como física: 40%.

Em suma, todas essas informações ajudam a compor –sem dinheiro– complexo no âmbito da questão docente no Brasil. Está mais do que claro que temos problemas ocultos, para atrair mais jovens para a aprendizagem, mas também devemos cuidar, apoiar aqueles que, jovens ou não, que já escolheu.

Eles, com o seu trabalho diário, alfabetizam, aprendem, explicam, elucidam, discutem e mostram crianças e jovens, como é e como pode ser o mundo em que vivemos. O professor não é um sacrifício e não um herói. A profissão de professor é o que abre as portas para todos os outros, e deve ter as condições adequadas para a manifestação e a dedicação, a iniciativa e o desejo.

Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.

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