Wednesday, 18th October 2017
18 outubro 2017

O mercado está testando o cartão de estudante, que trabalha como investimento – Notícias – UOL Educação

Estudantes brasileiros estão com medo diante de possíveis mudanças no fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do governo federal, que permite cursar em instituições de ensino superior particulares e, depois de formado, pagar com juros mais baixos que o praticado no mercado.

Face a esta possibilidade, o mercado vem testando as opções disponíveis, como o cartão de estudante financiado por outras pessoas, uma modalidade de investimentos, de grandes impactos sociais, que promete devolver mais de que alguns produtos de renda fixa.

Entre os rumores sobre o programa, estão o aumento da taxa de juros, atualmente, em 6,5% no ano, e as alterações durante o período de carência de 18 meses”, explica Sólon Caldas, diretor da Associação Brasileira de Patrocinadores do Ensino Superior (Abmes).

Sólon explica que a exigência de pontuação mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a renda mínima de três salários mínimos contribui para o abandono dos discípulos. O percentual de financiamento ainda continua a ser calculado de acordo com a renda, não atingindo 100%.

ShutterstockO ministério da Educação afirmou, em nota, que será lançado o novo Fies, mas sem uma data específica, assim como as investigações continuam.

O custo das mensalidades cresceu a uma média de 6,2% no primeiro semestre ante igual período de 2016, de acordo com a plataforma, o Quero Bolsa. O crescimento foi acima do índice de referência utilizado para reajustar salários do corpo docente (o inpc), que, em 12 meses, foi de 4,6%.

Antes financiamento limitado e ciente da dificuldade do estudante de passar uma verificação de bancos, a startup de serviços financeiros Biva lançou um projeto-piloto a partir de 107 alunos, que financiam o semestre na íntegra, na taxa de 1% ao mês. “O próprio governo dá indicações de que vai privatizar o Fies, isso significa, de uma forma ou de outra, tem que ter alternativas”, diz Jorge Vargas Neto, gerente geral da Biva.

Os estudantes foram selecionados de acordo com a nota do Enem, e com a faculdade na qual foram aprovados. Na hora de contratar, haverá a necessidade de um fiador. Para reduzir o risco de inadimplência e ajudar o aluno a conseguir um emprego, Biva também oferece uma espécie de mentoria.

Os investidores tem um retorno de 1% ao mês, o que pode ser mais do que Tesouro Direto, e têm a oportunidade de experimentar os investimentos de impacto social, em tempos de alternativas na renda fixa tradicional, sobre a trajetória de queda da taxa de juros. Cerca de 170 investidores começaram com um aporte inicial de r$ 5 mil e o prazo de 12 meses.

Apesar do fato de que o modelo, aparentemente, para o desenvolvimento sustentável, Vargas Neto, Biva, diz que ainda não sabe como o financiamento coletivo emite – se a vontade de ficar em forma, atuais, para um pequeno grupo,  que será estendido. “Para garantir o apoio ao estudante, deve ser ligado a qualquer uma das instituições, que já entrou em contato.”

O modelo é, como Prodigy Finance, a plataforma nos Estados Unidos, que oferece empréstimos para estudantes, que são financiados pela comunidade de ex-alunos, investidores institucionais e investidores privados.

Assim como Biva, a Prodigy, fechou parceria com a Fundação Estudar, uma organização sem fins lucrativos, criada por um empresário Jorge Paulo Lemann. De acordo com o diretor Thiago Mirtraud, a instituição tem buscado outras maneiras de ajudar os alunos a  fim de encaminhá-los para o financiamento e com mais alternativas, que não deixam de aprender.

Dificuldades  – Apesar de que não acreditar que haverá mudanças mais rigorosos no Fies, Elizabeth Guedes, vice-presidente da Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), defende o fim do período de carência para começar a pagar o financiamento. “É importante que o aluno se habituar com a ideia de que é o financiamento de um curso e não bolsas”, diz ela. Para Elizabeth, a parte de inadimplência vem do esquecimento de um estudante, que não está acostumado a um  financiamento. Por isso, ela aconselha que o primeiro passo deve ser negociado com desconto diretamente no ensino.

Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.

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