Saturday, 16th December 2017
16 dezembro 2017

No Rio, o professor de História da lição de Sociologia; Artes, Inglês – Notícias – UOL Educação

O professor de Arte, dando também aulas de Inglês, História, ensino de Sociologia e Sociologia no lugar com os colegas, a Filosofia. A acumulação de disciplina é rotina na rede pública do estado do Rio de janeiro, relatam os profissionais ouvidos pela reportagem, que se sentem sobrecarregados com a adição de um trabalho trouxe novas atribuições. Eles estão indignados também o fechamento de classes no meio do ano, o que torna a receber novas classes de mais de 50 alunos. O assistente de Infectologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), biólogo Anna Karla Guilherme, de 39 anos, fez concurso para ensinar só a Biologia, mas foi transformado em um professor de Química e Física. 12 classes para alunos de 1 ª, 2 ª e 3 ª ano do ensino fundamental, que exige dedicação extra em casa, para preparação das aulas.

“Este é o segundo ano é assim. Eu tenho que estudar, antes de dar lição de Física, fazer sua lição de casa”, diz Ana Carla, que tem seis grupos de cerca de 30 pessoas em cada um. “É muito injusto com o aluno, porque eu estava disposta a dar uma lição, só de Biologia. Obviamente que a qualidade

Karime Xavier/Folhapress)

é perdida. Eles estão destruindo a educação Pública. Não nos respeitam, é humilhante”, diz ele.

Os professores afirmam que o sistema vem funcionando assim: a Secretaria de estado de Educação (Seeduc) analisa o histórico da disciplina que o professor estava na faculdade, e permite dar aulas de outras disciplinas, que não são de sua origem. Áreas consideradas afins, tais como Sociologia e Filosofia, Física e Matemática, foram ligados, principalmente. Mas há também casos peculiares, como o professor de Educação Física ensinando Artes e Artes, dando aulas de Inglês. Neste caso, o profissional de Arte, recusou-se a dobrar a disciplina, e a situação foi inversa.

A Seeduc negou, no entanto, que o acúmulo de funções dos professores, e relatou que a prática de previsão legal, é “rotineiramente”, usado por “muitos anos” e não leva a um aumento de horas de trabalho. “O professor, incluído em sua composição pode dar aula em uma variedade de disciplinas, que é a prática, em todo o Estado, bem como em escolas particulares. O próprio professor, que pede o enquadramento, a demonstrar a sua carta de habilitação.”

De acordo com o Sindicato Estadual de profissionais de Educação (Sepe) do Rio, cerca de uma centena de mais de mil escolas da rede já com a sua presença. A escassez de rede, que emprega mais de 50 mil professores, atinge a marca de 10 mil, nas contas da organização (Seeduc não forneceu dados oficiais). Segundo a secretaria, “o professor excesso em determinadas unidades,” acolher “para suprir as deficiências”.

Renúncia

“O estado decidiu fazer uma gambiarra e inviabilizando um projeto de aprendizagem”, diz o coordenador geral do Sepe, Marta Moraes. “Se todo o tempo está mudando o professor, a tendência é, cada vez mais, os alunos sair da escola.”

Informações do jornal o Estado de são Paulo.

Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.

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