Wednesday, 18th October 2017
18 outubro 2017

No DF os Ciclos são uma alternativa à defasagem dos alunos

Ciclos como alternativa à defasagem dos alunos

O DF adota, desde 2005, a Organização Escolar em Ciclos para as Aprendizagens, que alcançou todas as etapas da educação básica no ano passado. A primeira fase, conhecida como Bloco Inicial de Alfabetização (BIA), abrange os três primeiros anos do letramento.  Nesse período, os estudantes não podem ser reprovados. Eles evoluem de acordo com as aptidões adquiridas e, em vez de um ano para serem alfabetizados, têm três para alcançar todas as metas.

No segundo bloco, que compreende o 4º e o 5º anos, não há reprovação entre um e outro. São dois anos para aprender o conteúdo de forma continuada. Os alunos passam por avaliação formativa, diagnóstica e processual. Ele só pode ser retido no fim do 5º ano. Por fim, 16 escolas implantaram a terceira etapa, que abrange alunos do 6º ao 9º anos. De acordo com a pasta, a expectativa é dobrar os números no próximo ano.

No ensino médio, existe o projeto de dependência para quem reprovou em até duas disciplinas. O aluno migra para o ano seguinte, mas continua devendo as duas matérias em que não conseguiu resultado satisfatório. Essa é uma das formas de reduzir o impacto das reprovações, e a Secretaria de Educação pretende, nos próximos anos, adotar uma política para que reprovados em mais de duas disciplinas das 13 obrigatórias também não tenham que refazer o ano todo.

“O nosso objetivo é que o estudante refaça, no contraturno, apenas os componentes que ele ainda não obteve êxito. Essa é uma das principais perspectivas para se tentar recuperar o estudante que reprovou o 1º e o 2º ano, porque, a partir dos 18, ele migra para a Educação de Jovens e Adultos (EJA)”, esclarece o diretor do ensino médio da pasta, Fernando Wirthmann Ferreira.

A previsão é de que o projeto comece a ser colocado em prática em 2018. O presidente do Conselho de Educação do DF, Álvaro Moreira Domingues Júnior, considera o ensino por meio de ciclos uma boa alternativa para solucionar o problema. “Ao fazer dessa maneira, respeita-se o tempo que o aluno apresenta no processo de aprendizagem e as diferenças significativas. É uma forma de respeitar as diferenças e a capacidade de aprender de cada um”, considera.

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Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.