Thursday, 19th October 2017
19 outubro 2017

MEC vai analisar contribuições ao novo currículo do ensino médio

O Comitê Gestor da Base Nacional Curricular Comum e Reforma do Ensino Médio deve começar na próxima segunda (27) a analisar uma nova rodada de contribuições à Base Nacional Curricular Comum do Ensino Médio. Segundo o coordenador-geral de Ensino Médio do Ministério da Educação (MEC), Wisley João Pereira, o governo trabalha com a expectativa de enviar a base ao Conselho Nacional de Educação (CNE) até o fim do ano.

Pereira participou hoje (23) do seminário Os Desafios do Ensino Médio, na Fundação Getulio Vargas (FGV), e destacou que essa nova etapa de análises será feita com base na reforma do ensino médio, sancionada em fevereiro pelo presidente Michel Temer. Proposta como medida provisória pelo governo em 2016, a reforma já tinha força de lei desde setembro, mas ainda depende da definição da base curricular para ser implementada.

Segundo Pereira, o texto inicial recebeu cerca de 12 milhões de contribuições e retornou para o governo, para, então, ser enviado aos 27 comitês estaduais. A discussão agora volta ao MEC, e o resultado dela vai exigir mudanças na formação inicial e continuada de professores e nas avaliações do ministério e dos estados sobre os resultados da educação. Pereira também prevê que o material didático passe por um processo de revisão.

A Base Nacional Curricular Comum deve ocupar 1,8 mil horas da carga horária do ensino médio, segundo a reforma. O restante das horas devem ser preenchidas pelos chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

Pela reforma, a carga horária do ensino médio deve ser ampliada gradativamente para, pelo menos, 3 mil horas (mil horas a cada ano), no prazo de cinco anos. Nesse caso, a Base ocupará 60% do currículo. A intenção do governo é chegar ao ensino integral de 4,2 mil horas (1,4 mil horas por ano). 

As mudanças com a reforma do ensino médio devem levar o Conselho Nacional de Educação a ajustar 11 resoluções, disse o presidente do órgão, Eduardo Deschamps, que também vê a necessidade de adaptar regulamentações e normas infralegais. Para Deschamps, que também é secretário de Educação de Santa Catarina, a formação dos professores será um dos maiores desafios.

“A questão da formação dos professores é chave. A gente vai precisar trabalhar com um professor que consiga ter um conceito de integração de conteúdos, de conceitos e ideias, com metodologia baseada em projetos”, disse Deschamps. Ele explicou que serão necessárias ações de curto, médio e longo prazo para adequar a formação dos docentes.

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Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.

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