Thursday, 14th December 2017
14 dezembro 2017

Marcas da distorção idade-série na educação básica do Distrito Federal

Em 2015, ficou entre as três unidades da Federação que não alcançaram sequer a meta para os anos iniciais do ensino fundamental. Faltou um décimo para que a cidade alcançasse o patamar programado, de 6,1. Nos anos finais, os estudantes brasilienses alcançaram uma média de 4,5 — 0,6 ponto abaixo do esperado. O indicador do ensino médio ficou meio ponto abaixo da meta, estagnado em 4 pontos. A escala vai até 10. Índices de reprovação comprometem o desempenho do DF nas avaliações. Secretaria criou programa específico para alunos nessa situação O cálculo do Ideb leva em consideração a relação entre desempenho dos estudantes nas avaliações e o fluxo escolar — reprovações, aprovações e abandono. No caso da capital federal, esse segundo fator é o que mais pesa na nota, uma vez que o desempenho dos estudantes no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) é superior à média nacional tanto em língua portuguesa como em matemática nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio.

Segundo o Censo Escolar de 2015, 62,9 mil alunos do ensino fundamental estão em defasagem na rede pública do DF. Assim como no resto do país, o índice aumenta nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano. No ensino médio, do total de 79.627 estudantes, 23.928 estão defasados. Mas, ao contrário do que ocorre no ensino fundamental, a maioria dos alunos repetentes está no 1º ano. Para reverter esse cenário, a Secretaria de Educação criou o Programa de Avanço das Aprendizagens Escolares no Ensino Fundamental.

Para Célio Cunha, professor da Universidade Católica de Brasília (UCB) e assessor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o nó da educação básica no Brasil começa a se formar nos primeiros anos. “A alfabetização e a aprendizagem devem ocorrer nos anos iniciais e, na medida em que isso não ocorre na idade certa, é cumulativo. Também faltam bons alfabetizadores. Nem sempre as faculdades preparam adequadamente os professores para isso”, explica.

Cunha avalia, ainda, que a repetência acaba gerando evasão escolar. “Quando o aluno é reprovado, em tese, deveria, no ano seguinte, ter vantagem em relação aos outros. Mas isso nem sempre ocorre. A repetência é um fenômeno histórico que sacrifica a nossa educação”, lamenta.

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Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.