Thursday, 23rd November 2017
23 novembro 2017

LANÇAMENTOS

Lançamento do Disco – Masculino – A origem da prova é por demais conhecida, pois qualquer desportista já teve oportunidade de ver uma reprodução da famosa estátua o “Diskobolos” de Myron.
No entanto, não temos uma informação precisa do tipo, do tamanho e do peso do no implemento então usado, nem de que material era feito. Algumas fontes dão-nos um diâmetro que vai de 17a 32 cm, enquanto que o peso oscila entre 1,3 e 6,6kg. Quanto ao material usado, já foram encontrados discos de ferro, bronze e até de pedra, neste último caso chamados de “solos”.
O Lançamento do disco na Antiguidade fazia parte do Pentatlo Pesado, que incluía o salto em distância, o “stadion”, o lançamento do dardo e um determinado tipo de luta, além de, naturalmente, o lançamento do disco.
Acredita-se que teria sido incluído no programa olímpico da Antiguidade na 18ª Olimpíada, em 708 a.C.
Na era Moderna, faz parte do Programa Olímpico desde a 1ª Olimpíada, e é também a prova que menos alterações sofreu, não só no aspecto técnico, bem como no peso e dimensões do implemento, que se mantêm desde então inalterados.
A IAAF reconhece como seu primeiro recorde a marca de 47,58m obtida por James Duncan em Nova York, em 26 de maio de 1912.
O atleta americano Alfred “Al” Oerter consegui a proeza extraordinária de vencer esta prova em quatro Olimpíadas consecutivas, de 1956 a 1968, não havendo nos anais dos Jogos Olímpicos nada que se compare. Em 1986, com mais de 50 anos, ainda lançava mais de 60 metros.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta ELISIO P. M. PASSOS, vencedor do I Campeonato Brasileiro em 1925, com a marca de 38.29.

Lançamento do Dardo – Masculino – O lançamento do dardo é a prova atlética com a conotação mais direta com o dia-a-dia dos tempos antigos, já que derivava sem dúvida do seu uso para caçar ou para guerrear.
Píndaro conta-nos que o lendário herói Aquiles (da Ilíada de Homero) era um excelente lançador de dardo.
Tal como o disco, o dardo não era um evento isolado, pois fazia parte do Pentatlo, e deve ter feito a sua aparição nos jogos Antigos provavelmente por volta da 18ª Olimpíada i. e. em 708 a.C.
Faz parte do Programa Olímpico Moderno desde 1908, e tem-se caracterizado pela superioridade dos atletas da Escandinávia, principalmente os finlandeses.
Assim, a primeira marca registrada pertence a Adolf Wigert, da Suécia, com 35,81m em 1886, e o primeiro recorde da IAAF ao seu compatriota Eric Lemming, que em Estocolmo, em 29 de setembro de 1912, marcou 62,32.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta WILLY SEEWALD, vencedor do I Campeonato Brasileiro em 1925, com a marca de 54.11.

Lançamento do Martelo – Masculino – O folclore irlandês, rico em citações épicas, conta-nos as proezas extraordinárias de um tal Cuchulain (que significava herói em gaélico), uma espécie de Hércules do mundo celta, que nos Jogos Atléticos daquele povo, mais ou menos 2.000 anos a.C, realizava prodígios de força e destreza.
Assim, em determinada celebração, lembram-se de fixar ao eixo de união das rodas de uma carruagem uma “grossa pedra”, e com este engenho o herói (mítico?) rodopiou sobre o próprio corpo e lançou-o “a uma distância que nenhum homem podia igualar”.
Tinha nascido o “roth-cl heas”, ou como nós conhecemos hoje: o lançamento do martelo. Não admira, pois, que nos primórdios do esporte codificado da nossa Era, os primeiros campeões tenham sido os irlandeses.
Assim, o primeiro registro conhecido pertence a Michael Kennedy (irlandês naturalmente), que em 1839 lançou 33,52m.
A IAAF reconhece como seu primeiro recorde a marca de 57,77m, conseguida por Patrick Ryan, um norte-americano (nascido na Irlanda), em 1913 em Nova York.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi do atleta ASSIS NABAN, vencedor do VII Campeonato Brasileiro em 1933, com a marca de 46.13.

Lançamento do Disco – Feminino – O histórico é idêntico ao do arremesso do peso, só que, surpreendentemente, a primeira marca registrada foi obtida com disco de 1,500kg, e pertence à alemã Anneliese Hensch, que em Berlim, em 1 de novembro de 1922 lançou 24,90m.
É interessante notar que a primeira marca oficial, apesar de obtida com o disco de 1kg, proporcionalmente é inferior àquela. Com efeito, a francesa Yvonne Tembouret lançou o disco oficial a 27,39m em Paris, em 23 de setembro de 1923.
A prova foi incluída nos Jogos Olímpicos em 1928, em Amsterdã.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta LILY RICHTER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 29.09

Lançamento do Dardo – Feminino – Como não podia deixar de ser, o lançamento do dardo feminino começou na Finlândia.
Com efeito, a primeira marca que nos surge é da finlandesa Martta Votila, com 30,45m em 1916, com o dardo masculino (800g)
Já o primeiro recorde “oficial” com dardo feminino (600g) é de 25,235m e pertence à tcheca Bozena Sramková, em Praga, em 13 de agosto de 1922.
A prova foi incluída no Programa Olímpico na X Olimpíada, em Los Angeles, em 1932.
No Brasil, o primeiro recorde reconhecido foi da atleta LILY RICHTER, vencedora do I Campeonato Brasileiro em 1940, com a marca de 28.02.

FONTE: CBAt – Confederação Brasileira de Atletismo

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Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.

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