Thursday, 19th October 2017
19 outubro 2017

Entenda como funcionará o ensino integral no Plano Piloto e no Cruzeiro

Modelo de dez horas diárias de aula atenderá 2.849 estudantes em 17 escolas da rede pública a partir do primeiro semestre de 2017. Alunos de 17 escolas classe da Regional de Ensino do Plano Piloto e do Cruzeiro terão dez horas diárias de aula. A ampliação no número de unidades da rede pública que oferecem educação integral será possível devido a mudanças no atendimento das escolas parque — onde são ministradas disciplinas de educação física e artes, como música, dança e teatro. Atualmente, seis escolas classe já atendem com o mesmo fluxo de horário nessas localidades, e outras seis oferecem entre sete e nove horas. A partir do primeiro semestre de 2017, as 17 unidades, juntas, atenderão 2.849 estudantes (1.488 no turno matutino e 1.351 no vespertino). Hoje são 1.632.

O projeto atende ao que está previsto em textos como o Programa Novo Mais Educação, do governo federal, a Lei de Diretrizes e Bases e os planos Nacional e Distrital de Educação. As escolas parque de Brazlândia e de Ceilândia têm metodologias diferentes das demais e não adotarão as mudanças.

Para garantir o ensino integral a mais estudantes, a Secretaria de Educação vai padronizar o atendimento de cinco escolas parque. As unidades (210/211 Norte, 210/211 Sul, 303/304 Norte, 307/308 Sul e 313/314 Sul) passarão a atender exclusivamente os alunos das escolas que integram o novo modelo.

Há 36 escolas classe na regional do Plano Piloto e do Cruzeiro, e os alunos frequentam escolas parque uma vez por semana, no chamado turno regular (horário das aulas). A novidade é que em 2017, no sistema de dez horas diárias em 17 unidades, os estudantes frequentarão as escolas parque no turno contrário, cinco vezes por semana, por cinco horas diárias.

Traslado entre as escolas classe e parque para estudantes do ensino integral

O transporte entre as unidades será de responsabilidade da Secretaria de Educação. Para os estudantes das Asas Sul e Norte, os responsáveis têm de deixar os alunos na escola do primeiro turno, classe ou parque, e buscar na unidade do segundo turno.

Já no caso dos alunos das escolas classe Vila do RCG (Setor Militar Urbano), Aspalha (Lago Norte), 8 e 5 do Cruzeiro, as crianças devem ser deixadas e buscadas na unidade classe. “Como eles têm as aulas do contraturno nas escolas parque das Asas Sul ou Norte, faremos o traslado”, explica a coordenadora Regional de Ensino do Plano Piloto e Cruzeiro, Ana Lúcia Moura.

Para garantir o deslocamento, a secretaria redistribuiu os percursos nos contratos já existentes com empresas de transporte escolar, o que não aumentou os custos para a pasta.

Professor (aposentado) na Rede Pública de Ensino do Distrito Federal. Especialista em Informática na Educação (UnB), Coordenação Pedagógica (UnB). Tem realizado diversas palestras em instituições pública e particulares com uma variedade de temas: Avaliação das Aprendizagens, Uso das TICs na Escola, Inteligências Múltiplas e o processo de Ensino e Aprendizagem, Atividades Lúdicas em Sala de Aula, Legislação Educacional; Uso do Livro Didático, entre outros.